André Luiz

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Nome: André Luiz Torres de Oliveira

Naturalidade: Recife-PE

Posição: Goleiro

 

 

 

   André Luiz Torres de Oliveira, ou somente André Luiz, nasceu em Recife no dia 7 de julho de 1980. Foi lá que ele iniciou sua carreira no futebol, defendendo as cores do Náutico no ano de 1999. Do alvirrubro pernambucano, o goleiro foi até o Santos e, de volta ao Recife, defendeu as cores do Ferroviário em 2000, mas foi com o Intercontinental, em 2001, que se tornou vice-campeão da segunda divisão do Campeonato Pernambucano. Em 2002, desta vez no Petrolina-PE, ele foi vice-campeão da Copa Jarbas Vasconcelos; em 2003 André ainda vestiu as cores do Auto Esporte da Paraíba, até chegar em Sergipe, para jogar no Lagartense em 2004 e 2005 e, em ambas as temporadas, terminou o Sergipão na 3ª posição.

   Sua primeira passagem pelo América foi para disputar a Série A2 de 2004, quando o Tricolor foi vice-campeão e conseguiu o acesso para a divisão de elite. No ano seguinte, 2005, André voltou a defender as cores do Lagartense e, no final do ano, conseguiu mais um acesso, desta vez sendo campeão com o Pirambu; foi com este mesmo clube que ele tornou-se campeão sergipano pela primeira vez, em 2006.

 

O AMÉRICA E O SERGIPÃO DE 2007

 

   Ainda no final de 2006, André Luiz voltou a defender as cores do América e sagrou-se, mais uma vez, campeão da Série A2 garantindo mais um acesso. Aquele era o primeiro título de uma época gloriosa marcada pela parceria entre Isaías Aragão e os Irmãos Feitosa.

  Já na primeira divisão, em 2007, o time não conseguiu brilhar nas primeiras rodadas. O treinador Cacau caiu e Ribeiro Neto chegou para fazer história no clube. A arrancada que o time deu conquistou ainda muito mais torcedores que transformaram a cidade inteira numa verdadeira arquibancada, na qual a vibração e expectativa não finalizava ao término dos jogos, mas era vivida diariamente durante os treinos, as concentrações e, claro, as partidas. Coisas como estas fazem o goleiro se emocionar e, segundo ele, até se arrepia ao lembrar da profecia que fez enquanto conversava com Josa sobre o apoio da torcida:

      “Aquele ano foi inesquecível: saímos da penúltima posição para entrar no quadrangular como o segundo colocado. Guardo no coração cada lembrança e reviver na memória aquelas emoções ainda me fazem chorar. Depois de ganharmos um jogo contra o Confiança no Batistão, chegamos em Propriá mais de meia-noite e as pessoas estavam nas portas esperando o ônibus passar. Naquele momento eu olhei para meu amigo Josa e disse: ‘Ninguém mais tira esse título da gente!’ Me arrepio só de lembrar.” – relembra André.

  O goleiro ainda conta sobre a emoção que era acordar ouvindo o hino do clube, graças a alguns torcedores que o colocavam pra tocar no fundo do alojamento: “Todos os dias nós acordávamos com o hino do América, que alguns torcedores colocavam para tocar atrás dos nossos quartos. Era espetacular, lindo demais... Não tem como não se emocionar! Era uma festa na cidade!”

 

A GRANDE FINAL

  Por mais irônico que seja, o camisa nº 1 de 2007 não entrou em campo no jogo decisivo, em Itabaina. Acontece que, dias antes, no jogo contra o Sergipe, André Luiz passou mal e foi do jogo direto para o campo. Segundo ele, contra o time colorado ele já jogou doente por causa de uma virose.

      “Saí do jogo contra o Sergipe numa ambulância direto para o hospital e ali começou a minha angustia graças à possibilidade de não jogar a final. Quem estava comigo sabia que eu não tinha condições nenhuma de entrar em campo contra o Itabaiana, mas eu falava para o médico que não poderia deixar de jogar a última partida, mas ele disse que era muito difícil que eu pudesse fazer isso, mas faria de tudo para que eu tivesse condições de jogo. Fiquei num quarto improvisado embaixo da arquibancada e não conseguia nem ir ao banheiro. Imagine só! Foram 5 dias de cama” – conta o goleiro.

   No recreativo, antes do jogo decisivo, André chegou a ir para o campo, mas não treinou. Enquanto isso, Milton treinava duro para tentar substituí-lo à altura. Marcelo, preparador de goleiros, a todo instante conversava com os dois e, junto ao treinador Ribeiro Neto, tentava decidir quem iria para o jogo. Se por um lado havia a dúvida das condições de jogo de André Luiz, pelo outro Milton estava sem ritmo de jogo.

      “Claro que Milton queria jogar e eu acredito que ele estava preparado para o jogo. Mas se tratava do jogo do título e nós tínhamos que tratar o assunto com calma. Todos os colegas vieram conversar comigo e a maioria queria que eu entrasse, mas alguns achavam que era melhor não. Eu, porém, falei que iria jogar!”

   A decisão ficou para o momento do Aquecimento, já no vestiário do Estádio Presidente Médici (hoje, Etelvino Mendonça). André Luiz conta que a todo instante Ribeiro Neto perguntava como ele estava e ele garantia estar bem. “Mas ainda faltava o aquecimento no campo e, na hora de subir, o preparador de goleiros chegou pra mim e falou que era melhor eu não ir, mas deixou para mim a decisão. Fui até o Milton e pedi desculpas por colocá-lo na fogueira que era aquele jogo, mas ele queria muito jogar.”

  Tendo feito um excelente campeonato, ficar fora da final trouxe uma frustração enorme para o goleiro. Mas ele diz que confiou muito no seu reserva e dirigiu a ele a última palavra antes do apito inicial:

      “Naquela hora o campeonato inteiro passou pela minha cabeça, lembrei de tudo o que nós tínhamos passado, coloquei a toalha no rosto e chorei muito. Fui até Milton e disse: ‘Vai lá e fecha o gol!’ E assim ele fez e nós fomos campeões!”

   Após o Título Sergipano, André ainda compôs o elenco campeão da Copa Banese, também em 2007. No ano de 2008 ele foi campeão potiguar pelo Assu e encerrou a carreira. Mas, bem-humorado, ainda admite a possibilidade de voltar ao Tricolor da Ribeirinha: “Achei que era a hora certa de parar, após mais um título com um time do interior. Hoje minha vida vai muito bem, graças a Deus! Sou casado com a mesma mulher há 11 anos e estou muito feliz trabalhando no meio futebolístico. Quem sabe eu não volto para fazer história pelo américa, desta vez compondo a comissão técnica!?” – conta entre risos.

   André Luiz não esconde a paixão que ainda nutre pelo time ribeirinho. Como ele mesmo lembra, foram duas passagens que renderam 3 títulos e um vic-campeonato, “além de tantos amigos!”.

 

 

 

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