Carlinhos Propriá

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Nome: Carlos Alexandre Acácio da Silva

Posição: Meio-Campo

Naturalidade: São Brás-AL

 

Natural de São Brás-AL, Carlinhos Propriá nasceu em 1979 e aos 13 anos já corria atrás da bola no gramado do então José Neto (hoje Durval Feitosa), numa escolinha de futebol treinada por Ferrinho. Aos 16, ele trocou a camisa tricolor pela do rival e passou 2 anos jogando no juniores do Propriá.

Em 1998, se profissionalizou e mudou-se para Apucarana, no Paraná, onde jogou até 1999. Em 2001, foi para São Paulo e disputou a Série B1 do Campeonato Paulista pelo Fernandópolis e depois pelo Jalense.

         “No início foi tive que ser muito corajoso. Eu era só garoto de 18 anos pegando um avião pra fazer conexão Rio –São Paulo – Curitiba  e depois chegar em Londrina só com uma camiseta sem esperar tanto frio.”

Carlinhos voltou para Sergipe em 2002 para vestir mais uma vez uma camisa azul e branco, mas agora era a do Confiança e no time da capital, o meia foi campeão da Copa do Estado daquele ano.

Em 2005 ele disputou o Campeonato Sergipano da Série A1 pelo Lagartense e a Série A2 pelo São Domingos. Já em 2006, na divisão de elite Carlinhos vestiu as cores do Dorense e na divisão de acesso defendeu mais uma vez o São Domingos.

Em 2007 Carlinhos voltou ao América. Recomeçava ali uma história de amor com o clube e a torcida. No Tricolor da Ribeirinha, time em que “nasceu”, ele foi Campeão Sergipano daquele ano, disputou a série C do Brasileirão e foi Campeão da Copa Banese de Campeões.

        “É o ano mais memorável da minha carreira. O ano de Mica. Um jogador excepcional, que virou meu amigo e toda semana me ligava, infelizmente hoje só resta saudade. Mas 2007 foi o ano da alegria porque, depois de 41 anos, trouxemos o título para Propriá novamente e grande parte da responsabilidade é da torcida. É que futebol é de momento e às vezes eu chegava no campo, estava meio desanimado e sentia que não era dia, mas quando olhava para a arquibancada e via aquilo lotado, tentava dar o meu melhor”

No ano de 2008 as divisas sergipanas mais uma vez foram pequenas para o meia-esquerda e ele foi para Minas Gerais, contratado pelo Boa Esporte. No primeiro treino Carlinhos já conquistou espaço entre os titulares e jogou mais uma vez a série C do Campeonato Brasileiro. Ainda no time mineiro, mas já em 2009, teve a honra de entrar em campo contra o Cruzeiro para jogar a semifinal do estadual, apesar de ter sido desclassificado.

Em 2010 Carlinhos e América se unem novamente e o time chega à final da Copa do Estado de Sergipe. Infelizmente o título escapou nos pênaltis e o São Domingos levantou a taça. No final do ano, o jogador foi emprestado ao laranjeiras para participar da série A2 do Sergipão.

Em 2011 ele jogou o Sergipano pelo Lagarto. E em 2012 retornou pela 3ª vez ao América, agora numa situação mais difícil: para disputar a segunda divisão do Campeonato Sergipano.

          “Joaquim me chamou e disse eu não podia pagar muito mas contava comigo e alguns outros atletas para colocar o time em campo. Sem isso, ele pediria afastamento do América. Isso não podia acontecer! Liguei para meus amigos, contei a situação e abraçamos a causa, seria bom pra gente e para o clube, então entramos.” – contou Carlinhos.

Com a braçadeira de capitão, tinha amizade e respeito dos colegas e fez parte de um grupo unido, levantou a taça de campeão da série A2 e levou o América de volta à elite no estado de Sergipe.

         “Eu fico honrado pois sei que muitos me tinham como espelho e estavam prontos  para me seguir no que a gente optasse. Mas isso são só frutos que você colhe quando planta as coisas com honestidade e simplicidade, sempre olhando no olho. Então, eu ficava muito feliz até porque ali eu não tinha só colegas de futebol, mas a maioria era formada por amigos meus e viramos uma grande família.”

A última vez em que ele disputou uma competição foi em 2013, vestindo a camisa do Lagarto.

 

Carlinhos hoje é empresário e administra o Bar Gol de Placa.

“O futebol me tornou vitorioso e me deu o que eu tenho. Se eu tivesse a visão que tenho hoje, talvez tivesse ido mais longe, mas é só questão de experiência mesmo e não tenho do que reclamar.”

 

“QUERO ENCERRAR MINHA CARREIRA NO AMÉRICA”

 

Hoje, com 36 anos, Carlinhos ainda não colocou ponto final numa carreira de 23 anos. Sua história como jogador de futebol ainda possui reticências e, para ele, a melhor forma de encerrar com chave de ouro seria colocando, mais uma vez, o América na série A1 do Campeonato Sergipano, neste ano.

          “Eu sonho em voltar para o América porque é onde me sinto em casa. Me identifico com o time e quero encerrar minha carreira vestindo a camisa Tricolor. São aquelas cores que tenho o prazer de vestir.”

Apesar de ter esse sonho, de ser ídolo da torcida e a competição estar marcada para 12 de setembro, ele disse que ainda não foi procurado pelo presidente nem pela diretoria do América e, se isso não acontecer, ele pode não entrar mais em campo.

         “Ah, eu só volto a jogar se for pelo América. Quero sim encerrar minha carreira bem. Mas hoje, graças a Deus, tenho uma vida estabilizada e se não for para vestir a camisa desse time, eu não jogo mais.”

 

 

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