Ribeiro Neto

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Nome: Ribeiro Neto

Naturalidade: Itabuna-BA

Posição: Técnico

 

De jogador, a técnico

 

Nascido em Itabuna-BA no segundo dia de março de 1951, logo cedo Ribeiro Neto foi morar no Rio de Janeiro e foi na cidade maravilhosa que ele iniciou sua vida esportista. O menino de apenas 9 anos foi levado por um tio a um time de futsal do Flamengo. Nas recreações da equipe, Ribeiro e seus companheiros davam seus primeiros pontapés no tapete verde de um gramado que ficava ao lado do campo principal da gávea.

Em 1962 ele começou a disputar o Campeonato Carioca de futebol de salão pela equipe infanto-juvenil ao lado de Paulo César Caju e Chiquinho do Leblon.

Foi com esses garotos que o rubro-negro carioca inciou sua primeira escolinha de futebol (agora, de campo) e neste trabalho, Ribeiro passou a treinar com quem futuramente se transformaria em estrela do futebol mundial, a exemplo de Zico e Abílio.

Ribeiro Neto e companhia foram mudando de categoria e chegaram a ser bicampeões na categoria de juniores. Depois disso, ele teve que encerrar sua curta carreira como jogador a pedido dos pais, que pediram para ele procurar um emprego seguro já que o futebol ainda era um pouco marginalizado.

Ele fez, então, um concurso do IBGE e passou em 7º lugar, começou a trabalhar e só tinha contado com a bola em algumas peladas no futebol de salão.

A trabalho, saiu do Rio para passar 1 ano em Aracaju, o tempo se estendeu, o amor pela capital sergipana enraizou e Ribeiro ficou, montou uma loja de produtos esportivos no centro aracajuano e formou amizade com desportistas da cidade.

Por meio de tais amizades, em 1983 ele chegou ao Confiança como supervisor do profissional. Faltando 3 jogos para o término do campeonato, o então treinador do Dragão do Bairro Industrial pediu demissão e jogadores e dirigentes insistiram para que Ribeiro assumisse o comando. A situação era complicada porque ele precisava vencer todos estes 3 jogos. O que parecia impossível se realizou e em 4 de dezembro de 1983 ele foi campeão sergipano, em cima do Sergipe e a imprensa passou a chamá-lo de estrategista pé-quente.

Em 1987, teve sua primeira passagem pela cidade de Propriá pois ele foi o técnico da Seleção de Propriá num jogo contra a Seleção da China na inauguração do Estádio João Alves Filho. Foi por causa deste jogo, que ele lançou Isaías Aragão no futebol nacional.

 

          “Isaías era um excelente atleta, homem e caráter. É uma enorme satisfação recordar que já trabalhei com ele. Infelizmente, Papai do Céu o chamou e hoje só nos resta a saudade.” – comentou.

Em 91, desta vez no Sergipe, deu início ao Hexa do clube, série de 6 campeonatos da qual Ribeiro conquistou 4: 91, 92, 93 e 95.

 

No América

 

 

Popó da Gávea, como ficou conhecido, iniciou o Campeonato Sergipano de 2007 a frente do Sergipe, venceu o primeiro jogo e empatou os dois seguintes; desentendeu-se com a diretoria e foi demitido do clube. O América não estava bem na competição, por isso o técnico do tricolor também caiu e Isaías e Joaquim trataram de contratar Ribeiro que chegou junto com Josa para estrear na 4ª rodada, quando empataram com o Pirambu em 0x0. Depois derrotou o Sergipe, em casa, por 2x1, de virada.

 

          “Foi sensasional. Encontrei uma equipe aguerrida que se identificou comigo e uma torcida marivilhsa que deu apoio do início ao fim do campeonato!” – relembrou Ribeiro Neto

 

Jogo após jogo, o América chegou ao Quadrangular Final como a sensação do campeonato. E mais: fez o Sergipe de freguês ganhando todos os jogos em cima do vermelhinho.

 

          “Ganhar do Sergipe era como lavar a alma pois era um questão de honra pra mim. Acontece que eu não achei justo terem me desligado da equipe até porque nos três jogos em que eu estava lá, o time não teve resultados ruins. Por isso, quando eu colocava o América em campo contra eles, era ganhar ou ganhar.”

 

Na rodada final, o América era o segundo colocado e estava, por um ponto, atrás do Confiança. Enquanto o Tricolor iria encarar o Itabaiana no Médici, a equipe azulina jogaria o clássico contra o Sergipe, no Batistão. Às vésperas da partida, o goleiro titular André Luiz adoeceu e ficou fora do jogo. Além disso, haviam boatos de que o Sergipe estava pronto para entregar o jogo.

 

          “Rapaz, o problema foi sério. Primeiro caiu uma chuva pesada que alagou todo o centro de treinamento e nós ficamos ilhados. Os alojamentos inundaram e foi com isso alguns jogadores adoeceram; a situação pior foi a do goleiro André. Depois surgiu uma conversa de que o Sergipe iria entregar o ouro ao Confiança para que o América não fosse campeão. Mas no sábado a noite eu recebi uma ligação dos jogadores de lá, amigos que deixei, que me garantiram: ‘Professor, vamos jogar pra vencer porque o senhor é quem merece esse título!’” – relembrou o técnico.

 

Não deu outra. Apesar do sufoco quando o Itabaiana abriu o placar, a vitória do Sergipe por 2x1 no Batistão e o gol de pênalti que Mica marcou para empatar o jogo em Itabaiana fizeram com que, naquela noite de 29 de abril de 2007, a taça de Campeão Sergipano fosse levada pelo América para a cidade de Propriá.

 

Por ter contribuído para que o Tricolor da Ribeirinha comemorasse o título depois de uma fila de 41 anos, Ribeiro Neto é tratado até hoje como um dos melhores treinadores que já passaram pelo clube.

 

          “Eu relembro aquilo todos os dias porque foi para mim uma coisa inédita; tanto é que esse título só eu e Seu Lauro (técnico campeão sergipano pelo América em 1966) temos. Foi um título pequeno, mas se tornou imenso para nós, é memorável. Tudo graças à união de todos, inclusive da torcida e de alguns ex-jogadores que sempre apareciam nos treinos para apoiar. Era uma corrente muito forte!” – relembrou.

Ele ainda passou pelo Mequinha algumas outras vezes após o título, a exemplo da Copa Banese de Campeões, de 2007, quando o América foi campeão. Em tal campeonato, Ribeiro foi desligado do clube antes do último jogo da final contra o São Domingos.

Na Copa do Brasil de 2008, também era ele que estava a frente do time e não esconde a frustração por causa da derrota de 4x0 para o Fortaleza.

 

          “Ali a coisa foi feia. Um probleminha que ocorreu entre o final do primeiro tempo e a descida para o vestiário. Tínhamos empatado a primeira em 0x0, seguramos o 1º tempo lá no Ceará e o placar estava zerado, mas um desentendimento de Gil Bala com a arbitragem causou confusão, outros jogadores entraram no meio e Marcos Teles foi expulso. Aí, já viu! Além de ficarmos com menos um, fomos para o intervalo com os ânimos alterados. Na volta para o campo estávamos com a concentração abalada. Eles fizeram um gol de falta, abriram a porteira e tomamos 4, mas futebol tem dessas coisas.” – lamentou.

 

Em 2010, Ribeiro Neto salvou o Sergipe do rebaixamento no estadual nos dois anos seguintes coordenou as bases do clube alvi-rubro.

Hoje, Ribeiro Neto é comentarista de futebol e também trabalha como Diretor Administrativo Financeiro na Secretaria do Estado do Trabalho. 

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