Geraldo

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José Geraldo Novaes Pinto

Naturalidade: Riachuelo-SE

Posição: Atacante

 

   Começou a jogar bola no Santa Cruz de Estância em 1960, quando foi Campeão Sergipano. Trabalhava numa fábrica de tecidos e servia ao Tiro de Guerra,quando foi transferido para Propriá. Naquela época, Pimentel era tenente do TG e treinador do América, então, levou Geraldo para jogar no Tricolor da Ribeirinha.

 

               “Eu lembro que no time havia muita gente contratada, principalmente de Alagoas e Pernambuco. O presidente do clube era Luiz Tavares, também diretor da CODEVASF, o América era conhecido como ‘O Milionário da Ribeirinha’ e estava se estruturando para buscar o título estadual. Tanto é que chegou ao vice-campeonato em 65 e foi campeão em 66.” – relembra Geraldo.

 

   No time titular, fazia ala junto a Bobô, seu grande amigo não só por causa do time, mas também porque eram parceiros de trabalho na CODEVASF, coincidentemente, os dois faziam aniversário no mesmo dia: 06 de julho. Geraldo era o jogador responsável por motivar a equipe até mesmo por ser o mais tranquilo antes dos jogos, por isso gritava muito para animar os companheiros. Tinha grande determinação, era velocista e livrava-se bem da marcação. Era difícil de ser derrubado.

   Num jogo contra o Propriá, chegou ao campo quando a partida já estava com 30 minutos de andamento. Isso porque tinha viajado a serviço pela CODEVASF e quando voltou foi direto ao estádio sem sequer ter levado a caçamba de volta à empresa. Para vibração da torcida que via o tricolor perder por 1x0, Lauro mandou Geraldo vestir o uniforme e entrar no jogo. Ele marcou o gol de empate e em seguida o time virou para 2x1.

   Geraldo fez o gol da vitória no terceiro jogo da final que foi disputada em 4 partidas. Lembra-se que em 66, na final do campeonato, Durval Feitosa tinha medo de que o Confiança pudesse tentar “comprar” alguns atletas para entregar o jogo. Por isso, na viagem para a disputa da decisão, mudou a rota e somente no meio da estrada anunciou que iriam se concentrar em São Cristóvão e não em Aracaju, como haviam programado.

 

   “No último jogo da decisão entramos em campo com a torcida, quase em sua totalidade, apoiando o Confiança. O estádio calou-se no final do jogo.” – conta Geraldo.

 

   Também elencou o time na Taça Brasil e lembra-se que no jogo contra o Treze-PB, em Aracaju, levou um soco do zagueiro adversário. O juiz não tinha visto. Geraldo apenas levantou-se e pediu para que o rapaz “jogasse na paz”, mas em uma disputa de bola no lance seguinte, aproveitou para descontar a agressão. Dessa vez o juiz estava bem atento e mandou o centroavante americano para o chuveiro mais cedo. Mesmo assim, o Mequinha venceu por 2x1.

   Depois da Taça Brasil, Geraldo jogou no Cotinguiba por 4 meses. Em seguida, foi para o Propriá, onde ficou por 1 ano pois se dava muito bem com o presidente Gilton. Depois voltou para o América, onde encerrou carreira.

     Curiosamente, mesmo depois de pendurar as chuteiras, Geraldo ainda vestiria a camisa verde, vermelha e branca mais uma vez. Foi num clássico contra o Propriá. Ele já tinha começado a tomar sua cerveja, como era de costume aos domingos. Por volta das 14 horas (o jogo seria às 15), o presidente Augusto Azevedo o procurou e pediu para que ele fosse jogar, caso contrário, a renda do jogo seria ruim. Ele já estava um pouco alcoolizado, mas não quis recusar o pedido do amigo. Entretanto, não correspondeu nas 4 linhas, mas a renda estava garantida. Foi a última vez em que a torcida viu Geraldo em campo.

 

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