Givaldo

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Nome: Givaldo Soares da Silva

Naturalidade: Canindé do São Francisco-SE

Posição: Zagueiro

   Givaldo chegou em Propriá quando ainda tinha 7 anos de idade. Segundo ele, nunca pensou em jogar futebol como profissional. Tinha planos de seguir seus estudos e conseguir uma formação. Mesmo assim, na sua juventude, quando foi convidado por um cunhado chamado Salvador (que também fazia parte d juvenil do clube), ingressou no time juvenil do América.

   A princípio, o técnico Lauro Soares o colocou na ponta-direita, depois na esquerda, mas, apesar da habilidade, sempre tinha dificuldade de manter-se sem alguma posição devido a sua baixa estatura: apenas 1,64m. Foi então que Lauro percebeu que ele tinha características de zagueiro e foi na zaga que ele se firmou.

   Em 1962, quando tinha 17 anos e Enário foi para o Confiança, Givaldo era o único jogador com aptidão para substituí-lo. Em seu primeiro jogo, começou com o pé-direito: ganharam de 2x1 e foram campeões da Zona Norte. Saiu de campo nos braços da torcida e foi, então, que começou a tomar gosto pelo futebol e mudar seus planos. Passou a ser chamado de sombra de Nadinho, justamente por causa da sua altura, mas seu forte mesmo era se antecipar na jogada, fazendo a cobertura.

   Após o vice-campeonato de 65, foi convidado para jogar no Cotinguiba onde jogou de lateral e se sentia mais livre porque podia avançar até o ataque. No primeiro turno, jogou contra o América (que, mais tarde, seria o campeão daquele certame) e perdeu por 3x1. Apesar de ter jogado no Cotinguiba, voltou para o América na final e ficou até a Taça Brasil.

 

   Da Taça Brasil, relembra os 6 jogos que fizeram:

 

   América 1x1 CSA (Constantino Tavares, Propriá-SE): foi o jogo em que Mirobaldo, do América, marcou o 1º de gol de toda a competição.

   América 4x1 ABC (Estádio de Aracaju, Aracaju-SE)

   América 1x1Treze (Estádio de Aracaju, Aracaju-SE): estavam perdendo por 1x0, no último minuto Tiquinho foi bater um escanteio. Givaldo ouviu alguém gritar dizendo para ele ir para o ataque. Após a cobrança, ele chutou, a bola ainda resvalou em Geraldo (a quem o gol foi atribuído) e entrou.

   CSA 4x2 América (Maceió-AL): Muitos jogadores adoeceram e houve suspeita de que haviam colocado algo na comida. Mesmo assim, muitos conseguiram se recuperar, exceto Givaldo e Enário, que ouviram a partida pelo rádio, no hospital.

   ABC 2x1 América (Natal-RN): Mirobaldo abriu o placar, mas sofreram a virada.

   Treze 1x0 América (Campina Grande-PB): Antes do jogo, o treinador do Campinense (arquirrival do Treze) foi à concentração aconselhar a delegação do América a recusar o árbitro que havia sido escalado para a partida, mas o clube não tinha condições financeiras de bancar a mudança. No final de um 1º tempo bem disputado, o juiz marcou pênalti contra o tricolor em uma falta que foi feita fora da grande área. Os americanos se revoltara, houve confusão, os reservas entraram em campo, Dimas (goleiro reserva) levou uma tijolada e o juiz foi parar no hospital. A partida encerrou-se ali, mas a justiça desportiva atribuiu vitória por 1x0 para o Treze.

   Em 68, antes de um jogo contra o Itabaiana, disse que só continuava defendendo o América se arrumassem um emprego para ele em alguma empresa, visto que alguns de seus companheiros estavam empregados na CODEVASF, mas ela já podia empregar mais ninguém. Conseguiram um emprego para ele em outra empresa, mas durou apenas 1 mês e Givaldo foi para Aracaju, aceitando um acordo feito com  Lauro Soares: em dias de jogo, ele pegaria carona com a Federação Sergipana, participaria dos jogos e receberia por cada jogo. Na capital, trabalhava no ramo de construção civil, mas depois ficou desempregado.

   Em 69, ficou sabendo que o Santa Cruz de Estância estava contratando, então foi até lá. Numa quinta-feira, ao chegar no centro de treinamento, observou o treino do pessoal e percebeu que o time estava carente de lateral-esquerdo, então se apresentou como atleta desta posição e foi acolhido pela comissão técnica e pelos jogadores. Já na sexta, iniciou fez seu primeiro treino e no domingo o primeiro jogo: um amistoso contra o Lagartense, no qual ele conta que foi ovacionado pela torcida e venceram por 2x0. Lá, ele conseguiu um emprego como torneiro-mecânico. Antes do término do contrato, recebeu um convite para jogar no Estaciano, mas recusou e disse que se apresentaria por lá quando o contrato terminasse.

   Depois de 1 ano no Santa Cruz, voltou para Propriá. Naquela época, o América já não era mais o mesmo e o Propriá detinha um time de maior força na cidade. Givaldo foi convidado para jogar no Avoengo e chegou a se apresentar, mas antes de assinar o contrato, lembrou-se do convite do Estanciano e foi para lá.

   Desde que o contrato com o Estanciano encerrou-se, em 70, ficou desempregado até que em 1974, Lauro insistiu para que ele voltasse ao América. Givaldo dizia que não tinha mais condições físicas para participar de uma partida de futebol e o treinador falou que daria a ele um tempo para ele se reestabelecer fisicamente. Assim ele o fez e na reestreia teve uma boa atução jogando como quarto-zagueiro e o time venceu a partida.

   Pouco tempo depois, ele conseguiu um emprego em São Paulo, migrou para lá e nunca mais jogou bola.

   Hoje carrega um orgulho da sua carreira: em 12 anos como zagueiro, nunca foi expulso.

 

 

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