Enário

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Nome: Enário Oliveira Santos

Naturalidade: Propriá-SE

Posição: Lateral-direito

 

   Enário começou a jogar bola com 8 anos de idade no Flamengo de João Caetano, batendo bola no Campo do Padre. Sempre teve vontade de defender as cores do Propriá, mas o clube nunca demonstrou interesse nele. Em 1954, mesmo torcendo pelo alve-anil, aceitou o convite feito pelo então presidente José Neto para jogar no América e já no primeiro treino, Pedro Cardoso, o treinador, o convocou para jogar como titular, inicialmente como lateral direito, e depois como zagueiro, onde se consagrou.

   Em 1962 foi contratado pelo Confiança e em 1963 voltou ao Tricolor da Ribeirinha.

   Esteve presente nas conquistas das Taças da Zona Norte, no vice-campeonato de 1965 e na conquista de 1966.

          “Eu lembro que foi uma frustração muito grande para time inteiro perder o campeonato de 1965. Os times de fora tinham medo de jogar com a gente aqui em Propriá, nunca conseguiam  bons resultados; foi por isso que mandaram o exército para nos intimidar. Mas nos poderíamos nos abater e fizemos o contrário: prometemos uns aos outros que iríamos treinar bastante para arrebatar a taça de 1966. Assim fizemos e, no ano seguinte, fomos campeões. Foi uma alegria muito grande!”

      Enário era o capitão dos times que Lauro Soares montava e os dois sempre debatiam o modo de jogo e até a escalação do time. Dono de belíssimos cruzamentos, é, até hoje, tratado pelo ex-ministro Carlos Ayres de Britto como o melhor zagueiro que ele já viu jogar.

   Quanto à rivalidade contra o Propriá, Enário diz que o adversário sempre teve um time muito bom, mas nunca deu sorte quando jogava contra o América e o Tricolor dominava.

   Dentre suas lembranças no Mequinha, Enário destaca a amizade que sempre manteve com Lauro Soares. Ele se dizia braço direito do treinador, a quem admira muito.

         “Seu Lauro é uma ótima pessoa, muito inteligente e responsável. Lembro que Bobô chegou aqui para jogar em meu lugar, mas Lauro achou melhor colocá-lo para jogar na frente e deu tudo certo. Não é à toa que eu segurei a zaga com Nadinho e ele fez os dois gols na final de 66, que ambos foram legais, mas o juiz anulou um.”

   O zagueiro participou da Taça Brasil junto com o América , recorda a derrota por 1x0 para o ABC e os jogos contra o Campinense, com uma vitória para cada lado. Depois, ele deixou o América e foi jogar no ASA. Em 1971, voltou à terra natal, agora para finalmente defender o Propriá, onde encerrou sua carreira.

           “Eu fiz gols nos melhores goleiros do estado, inclusive o Gilton, do Cotinguiba. Em 66 defendi muito, mas em 1971 encerrei minha carreira e nunca mais quis jogar bola.”

   Enário se refere a um trauma que adquiriu quando estava jogando futebol, chutou a bola em cima do goleiro e acabou machucando o arqueiro. Ele diz que nunca jogou para se machucar, nem machucar alguém e após o ocorrido decidiu parar de jogar bola.

   Depois do término, ainda chegou a ser técnico do Colegiense.

 

 

 

          

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